ela se deitou no chão, as pernas doendo de tanto andar em círculos. havia chegado em um ponto onde não existia mais volta, muito menos saída. encolhida em um canto, ela pensou em tudo que deixara para trás para buscar uma vida melhor. não pode deixar de sorrir ao lembrar que não sentia falta de nada. desde o momento em que colocou o pé para fora da zona de segurança, ela se sentiu segura, confortável. fazia tempo que ela não se sentia assim. pela primeira vez em anos, ela sentia que podia respirar aliviada. não havia mais olhos curiosos a observá-la, e se houvesse, ela simplesmente não perceberia. eles não importavam mais. a zona de segurança não era como deveria. era apenas um nome, pois lá dentro ela se sentia oprimida, o que fazia ela procurar alternativas diferentes para se livrar da angústia. ela pertencia ao desconhecido, a terra da espontaneidade. era o lugar perfeito para ela abrir suas asas e voar em direção aos céus. cabeça erguida e olhos brilhando, levantou-se do canto escuro onde havia parado e continuou andando. por mais dolorida que fosse a jornada, ela sabia que estava escrevendo sua biografia. e ela sabia que tinha que fazer sua vida ser surpreendente, para todos que um dia já pisaram nela perceberem quão incompetentes foram. após longas horas de caminhada, ela encontrou um portão com as iniciais que ela tanto procurava gravadas ao topo. com a garganta seca e cabelos desarrumados, ela correu em direção ao portão, lágrimas rolando pelo seu rosto. todo o esforço havia valido a pena. nada mais importava agora. ela estava no lugar que ela via todas as noites em seus sonhos; o lugar que seu coração desejava encontrar. ela atravessou os portões aos tropeços, mas antes de ir de encontro ao chão, braços fortes a seguraram. e ela sorriu ao olhar para tão impressionate criatura. você vai ficar bem ao meu lado, a criatura disse. e em apenas alguns minutos, ela finalmente se sentiu em casa.
segunda-feira, 29 de março de 2010
you'll be ok by my side
ela se deitou no chão, as pernas doendo de tanto andar em círculos. havia chegado em um ponto onde não existia mais volta, muito menos saída. encolhida em um canto, ela pensou em tudo que deixara para trás para buscar uma vida melhor. não pode deixar de sorrir ao lembrar que não sentia falta de nada. desde o momento em que colocou o pé para fora da zona de segurança, ela se sentiu segura, confortável. fazia tempo que ela não se sentia assim. pela primeira vez em anos, ela sentia que podia respirar aliviada. não havia mais olhos curiosos a observá-la, e se houvesse, ela simplesmente não perceberia. eles não importavam mais. a zona de segurança não era como deveria. era apenas um nome, pois lá dentro ela se sentia oprimida, o que fazia ela procurar alternativas diferentes para se livrar da angústia. ela pertencia ao desconhecido, a terra da espontaneidade. era o lugar perfeito para ela abrir suas asas e voar em direção aos céus. cabeça erguida e olhos brilhando, levantou-se do canto escuro onde havia parado e continuou andando. por mais dolorida que fosse a jornada, ela sabia que estava escrevendo sua biografia. e ela sabia que tinha que fazer sua vida ser surpreendente, para todos que um dia já pisaram nela perceberem quão incompetentes foram. após longas horas de caminhada, ela encontrou um portão com as iniciais que ela tanto procurava gravadas ao topo. com a garganta seca e cabelos desarrumados, ela correu em direção ao portão, lágrimas rolando pelo seu rosto. todo o esforço havia valido a pena. nada mais importava agora. ela estava no lugar que ela via todas as noites em seus sonhos; o lugar que seu coração desejava encontrar. ela atravessou os portões aos tropeços, mas antes de ir de encontro ao chão, braços fortes a seguraram. e ela sorriu ao olhar para tão impressionate criatura. você vai ficar bem ao meu lado, a criatura disse. e em apenas alguns minutos, ela finalmente se sentiu em casa.
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