terça-feira, 31 de agosto de 2010

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

can u see it now?


people are asking me to write happy things.

sorry, but my mind is not a happy place.

domingo, 29 de agosto de 2010

because i love you


- Porque você demorou tanto para aparecer? - O rapaz moreno perguntava à menina dos olhos azuis sentada ao seu lado.

- Talvez você não estivesse preparado para mim ainda - ela respondeu, com certa tristeza em sua voz. Virando-se para ela, o garoto fechou seus braços em volta de sua cintura e fez com que ela olhasse em seus olhos.

- O que você quer dizer com isso? - Ele queria saber tudo o que se passava naquela mente tão misteriosa, mas parecia que cada vez que ele tentava chegar mais perto, ela se escondia ainda mais no seu casulo impenetrável.

Respirando fundo e sentindo que ficaria completamente vulnerável, a garota fechou os olhos e começou a falar o que estava trancado em seu âmago desde o primeiro dia em que descobriu que o amava.

- Eu tenho medo de tanta coisa. Medo de não ser boa o suficiente, medo de não ser forte o suficiente. Mas acima de tudo, eu tenho medo que todos os meus medos tomem conta de mim, e eu me transforme em alguém pior. E isso não é algo que eu posso controlar. Às vezes, eles falam mais alto do que eu. O que mais me assusta é que talvez você não seja capaz de lidar com tudo isso, e me deixe sozinha, como todos os outros já fizeram. - Ela mal percebera, mas seu rosto já estava úmido devido as lágrimas que teimavam em cair. Ela não suportaria perdê-lo. Ela gostava do jeito que suas mãos se encaixavam perfeitamente, de como ela tremia toda a vez que o via.

Ao terminar de ouvir, ele apertou sua cintura ainda mais forte e a puxou para abraçá-la.

- Enquanto eu estiver do seu lado, eu não deixarei seus medos tomarem conta. Eu estou aqui exatamente para mandá-los embora, pois o único objetivo da minha vida é vê-la feliz. Por favor, acredite em mim! - Ele disse, como se aquilo fosse a única coisa que importava naquele momento. - Eu te amo, e se um dia você partir, eu prometo que vou ir junto com você!

E tomando-a em seus braços, ele a beijou, como prova de que estava falando a verdade. Ele sabia, havia muito tempo, que seus corações sempre bateram no mesmo ritmo.

sábado, 28 de agosto de 2010

Minha força está na solidão. Não tenho medo de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.
Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo. Não sei me entregar a desorientação.
(Clarice Linspector)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

falling down

"Vamos lá. Seja destemida! Não vai se arrepender!"
Ela ouvia seus pensamentos como se alguém estivesse do seu lado, sussurrando no seu ouvido. Seguindo os instintos que ela escondeu por tanto tempo, fez com que seus pés se movessem em direção ao nada. Ela havia subido a montanha apenas para sentir a brisa no seu corpo, mas ao se deparar com a beirada, suas idéias mudaram. Ela queria experimentar algo novo. Se sentir viva pelo menos uma vez. Olhou para baixo e viu-se a poucos centímetros do fim do solo de terra. Fechou os olhos. Respirou fundo. Esticou os braços como se quisesse voar e impulsionou-se para a frente. Quando seu corpo encostou o ar, um sorriso bobo brotou em seu rosto. Ela estava livre. Nada mais importava. Ela finalmente havia enfrentado seu medo, e seu corpo inteiro pulsava com a adrenalina que percorria suas veias. Apesar de parecer uma eternidade, foram apenas alguns segundos de sensações inexplicáveis.
Ela lembrou-se da razão de seu medo. Não sabia o que faria quando chegasse ao chão. Antes, ela pensara que seria bom se livrar de tudo, mas agora via que havia tomado a decisão errada por impulso. Ela só queria mostrar a todos que não era a mesma de antes, e que agora nada a impediria de ser feliz. Mas a felicidade tem um preço muito alto, e esse ela teria que pagar. O chão estava cada vez mais próximo, ela já podia identificar a variedade de plantas que cresciam no solo verde. Nos poucos segundos que restaram, ela lembrou-se de todas as vezes que riu, de todas as pessoas que amou, e do quanto arrependia-se de ter se afastado de todos, só por não saber quem era. Agora ela sabia. Era dependente de todos que conhecera, pois eles quem deram significado à sua vida. Algo que nunca havia pensado passou na sua mente, enquanto as lágrimas denunciavam o arrependimento de seu ser: ela havia magoado todos que a amavam.
Deixando escapar a última gota de força de vontade que ainda tinha, ela gritou, como se pedisse perdão aos Céus. E então, tudo ficou escuro.



quarta-feira, 25 de agosto de 2010

i like it


Because music will never hurt me; will never promise to call and make me stare at the phone; will never forget important days; will never talk secretly with other girls; will never make me worried with my look; will never fight for stupid reasons.
But on the other side, it will never hug me; will never make me laugh of something silly; will never say cute words; will never make me shiver with the most simple touch; will never make me feel special and unique; will never say I LOVE YOU.
But who cares about love anyway?

segunda-feira, 23 de agosto de 2010


e enquanto todos se contentavam em seguir a corrente, ela decidiu que ia mudar o mundo

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

i need a hand


Por tanto tempo, ela só pensou em fugir. Correr até perder o fôlego e esquecer tudo ao seu redor. Ela sentia como se estivesse caindo na escuridão que a assombrou por toda sua vida. Seu maior medo era que a escuridão voltasse a controlá-la e que desta vez fosse inútil resistir. Ela procurou maneiras de voltar a ser quem era antes, mas todas foram falhas. Passou pela porta do quarto, pegou as chaves de casa e seguiu em direção à rua. O sopro do vento característico da estação ajudava-a a relaxar. Distraída, não percebeu o que estava por vir até que foi tarde demais. O choque do metal duro com seu corpo frágil fez com que ela fosse arrancada do chão, como se não pertencesse lá. A princípio, tudo o que ela sentiu foi dor e confusão, sem entender porque todos gritavam. E então, o silêncio pairou sobre ela e seu corpo relaxou, ao mesmo tempo que seus olhos pesavam pela última vez. Apoiando o rosto no asfalto, ela finalmente se sentiu livre.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010


now I know


tantos rostos. tantas pessoas. tantas opiniões. todas inúteis. as pessoas ao meu redor tentam me moldar para agir como elas querem, sem medo que um dia eu possa chegar a enlouquecer. surpresa: este dia chegou. eu perdi o controle por dentro, mantendo sempre o mesmo sorriso bobo. deixei o vazio e a escuridão tomarem conta do meu ser. por um lado, foi a pior experiência que já tive. por outro, foi a melhor experiência que já tive. fez com que eu abrisse os olhos para o que é realmente importante. na confusão, eu me encontrei. acredite, eu não vou mudar e muito menos me desculpar por quem eu sou.

nessa viagem tortuosa que se alterna entre dias claros e escuros, situações novas estão surgindo. experiências que me assustam mais do que qualquer outra coisa. mas eu vou tentar parar de querer ter controle sobre tudo, e pelo menos uma vez agir impulsivamente. pode deixar cicatrizes, mas eu prefiro me arrepender do que fiz do que pelo que deixei de fazer.

domingo, 15 de agosto de 2010

iris


i don't want the world to see me, because i don't think that they would understand
when everything is made to be broken, i just want you to know
who i am

terça-feira, 10 de agosto de 2010

help


A voz continuava perseguindo-a, dizendo-a que ela nunca conseguiria esquecer do passado. As marcas estavam dentro dela mesma, e em qualquer momento elas voltariam. Em um momento de loucura, a garota correu, tentando fugir do barulho incessante, mas agora ele estava mais alto e havia se transformando em risadas e gritos. Angustiada, mal percebeu aonde estava indo, até que sentiu seu corpo pender no ar por alguns segundos e a dor da batida contra o chão. Esgotada, ela ficou onde estava, e tudo o que conseguia fazer era chorar. Era a única maneira que funcionava para ela. Mas a voz continuava lá. Após o que ela diria ser horas deitada lá onde estava, ela abriu os olhos e levantou a cabeça, levando um leve susto. Um par de olhos esverdeados a encarava, e ela não sabia dizer quando eles haviam chegado até ela. Ainda observando-os, ela sentiu um estranho silêncio dentro de si, ao mesmo tempo em que o dono dos olhos encantadores estendeu a mão para ela e seus doces lábios se abriram para perguntar:

- Você precisa de ajuda?

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

i'll be over you

Querido estranho,


Você ganhou alguma coisa fazendo o que fez? Eu espero que sim, do contrário suas mentiras só foram capazes de me fazer sofrer. Com certeza era o que você procurava desde o começo. Não pense que ainda me deixo levar pelo seu jeito galanteador, eu sei exatamente quais eram suas intenções. Infelizmente, eu não sou o tipo de garota que você encontra em qualquer lugar, e eu descobri isso do pior jeito. Sim, as pessoas realmente me avisaram sobre você, mas a tola aqui decidiu acreditar em suas palavras. Quão surpresa eu fiquei quando soube que metade da cidade já ouviu suas palavras. Sinceramente, não desejo mal nenhum a você, só peço que suma da minha vida e deixe-me esquecê-lo. Será melhor assim, menos doloroso do que os meses que esperei ouvir notícias suas, sem ao menos receber uma ligação. E quando finalmente eu conseguia superar, lá estava você, parado em minha porta com uma dúzia de rosas nas mãos, tentando se desculpar. Eu, ingênua, acreditava na sua ladainha. Acredite, essa garota ficou no meu passado. Espero que você seja feliz, com alguém que lhe ensine como é amar algo mais que a própria vida. Talvez um dia você volte a se lembrar de mim, mas não se preocupe. Até lá, eu não lembrarei mais seu nome.
Alguém que te amou mais do que a vida

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

sand and water


Lágrimas. Muitas lágrimas. E vazio.


Nada mais que o silêncio sem sentido. O interesse nas coisas esvaia-se dela com o ar que saía de seus pulmões. Ela enxergava tudo ao seu redor em preto e branco. Nada se destacava, ninguém lhe atraía. Até a mais simples conversa parecia cansar-lhe, pois ninguém conseguia entendê-la. Por muito tempo, ela decidiu que precisava fugir desta cidade de almas vazias. E ela fugiu, dentro dela mesma. Lentamente, foi se tornando invisível, até para as pessoas de seu convívio diário. Ela preferia assim, era mais fácil do que tentar explicar-se para quem não quer ouvir. Com a cabeça baixa, sentou-se na areia, e com um graveto que encontrou no meio do trajeto, escreveu todos os seus sonhos. Depois, levantou-se, virou as costas para o mar e caminhou sem direção, decidida a parar só quando os pés não aguentassem mais. Uma onda quebrou na areia, apagando tudo o que ela havia escrito. O vento bateu em seu corpo, apagando-a como as palavras na areia. E depois de sumir, ela se sentiu feliz.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

picture of us

"Eu amo alguém"

As palavras martelavam em sua cabeça, enquanto ela observava a foto que pairava em suas mãos. Como em um flash, o passado voltou a assombrar sua mente. Em alguma época, ela foi feliz. Quando sua vida estava nas mãos dele, ela foi feliz. Mas ele se fora, e a deixara para trás. Agora, ela nao sentia mais nada, pois ele levou tudo o que era dela em uma mala. Ela ouviu dizer que mala se perdeu no meio da viagem, e ele nem se importou. Sentindo os joelhos fraquejarem e as pernas tremerem, ela deixou o corpo cair, soltando um leve murmúrio de dor quando bateu no chão, as lágrimas rolando pela face.

Em algum lugar da Europa, um rapaz moreno segurava uma foto que ele encontrara no fundo da gaveta. "Eu amei alguém". Ele pensou, colocando a foto de volta ao lugar de origem e seguindo sua vida.