
A voz continuava perseguindo-a, dizendo-a que ela nunca conseguiria esquecer do passado. As marcas estavam dentro dela mesma, e em qualquer momento elas voltariam. Em um momento de loucura, a garota correu, tentando fugir do barulho incessante, mas agora ele estava mais alto e havia se transformando em risadas e gritos. Angustiada, mal percebeu aonde estava indo, até que sentiu seu corpo pender no ar por alguns segundos e a dor da batida contra o chão. Esgotada, ela ficou onde estava, e tudo o que conseguia fazer era chorar. Era a única maneira que funcionava para ela. Mas a voz continuava lá. Após o que ela diria ser horas deitada lá onde estava, ela abriu os olhos e levantou a cabeça, levando um leve susto. Um par de olhos esverdeados a encarava, e ela não sabia dizer quando eles haviam chegado até ela. Ainda observando-os, ela sentiu um estranho silêncio dentro de si, ao mesmo tempo em que o dono dos olhos encantadores estendeu a mão para ela e seus doces lábios se abriram para perguntar:
- Você precisa de ajuda?
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