eu procurei por você ontem à noite. em cada rosto, cada sorriso, eu só queria lhe encontrar. passei pelo mar de corpos, enxergando cada defeito do ser que se encontrava à minha frente. a fragilidade, a futilidade, a necessidade de provar ser algo que não é e nunca tinha sido. acho que eu até sabia que você não estaria lá. ou melhor, minha mente sabia, mas meu coração deixava-se enganar pela tentadora idéia de lhe ver de novo. quem poderia culpá-lo? ele é ingênuo o suficiente para saltar dentro de mim quando vê seu sorriso, ou escuta sua voz. enquanto isso, minha própria mente me pregava peças, desenhando seu rosto no escuro, enchendo-me de alegria e nervosismo, mas tudo virava decepção quando eu via que você não estava lá. Cheguei em casa, simplesmente jogando-me na cama, e ao fechar os olhos, você estava sorrindo para mim, me pedindo a razão de minha demora, e acolheu-me em seus braços, enquanto minha alma encontrava a sua na imensidão dos meus sonhos.
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