terça-feira, 13 de julho de 2010

broken strings


Quanto tempo eu fiquei fora? Quantas mudanças de personalidade aconteceram em questão de meses, ou até mesmo semanas? Nenhuma delas realmente me agradou. Eu ainda procuro quem eu realmente sou, nos menores cantos do mundo e nas mais simples atitudes. Até um tempo atrás, eu era a menina segura que acordava todos os dias com um sorriso no rosto e queria mostrar seu melhor para as pessoas ao seu redor. Mas essa confiança foi gradativamente desaparecendo, e eu passei a odiar o que o espelho refletia. Perdi a conta das noites de lágrimas silenciosas, esperando que o dia seguinte fosse melhor, e que o vento me levasse para longe daqui. Talvez seja complicado demais pedir por isso. Eu queria saber colorir com as cores do vento, mas elas não estão mais interessantes como eram uma vez. Tudo perdeu a graça, na verdade. São poucas as coisas que ainda me prendem onde estou; os atrativos para ir embora e nunca mais voltar são mais fortes. Isso dói no peito, como se eu fizesse uma força imensa para respirar e não sentisse um mínimo de ar entrando em meus pulmões. Falta algo aqui. Falta algo em tudo o que eu olho. Alguma coisa que ninguém mais parece sentir falta. Talvez porque elas já a tenham encontrado. Uma vez me disseram que desejar de verdade faz tudo chegar mais rápido. Estou começando a duvidar disso.

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